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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Momentos


Estou aqui,
mas por momentos,
saio, voo,
procuro novos caminhos,
novas mentes,
novas ideias.
Paro
e contemplo o horizonte,
parece-me infinito!
Não vejo ninguém,
mas sinto alguém!
É o amor
que não me deixa
e partilho-o:
com quem encontro;
uns sorriem,
outros perturbam-se!
Reflexos:
dum mundo distraído,
egoísta,
de costas voltadas,
com poucos guerreiros,
na luta dum mundo melhor!
São momentos,
para a minha esperança.
De tristeza,
mas com a certeza,
que sou um dos guerreiros …

José Manuel Brazão

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tó e Zé: Amigos divinais


Logo que entrei no Luso um dos meus primeiros visitantes foi o António!

Senti dentro de mim que estava ali um bom homem e uma boa Alma!

Decorreu o tempo e criou-se uma amizade florescida e fortalecida devido ao bom trato que ele usa com todos os Colegas!

Recordo as malandrices que lhe tenho feito ao longo deste tempo e ele sereno com sorriso aguentando com a sua humildade permanente as malandrices mais provocantes!

E só tenho convivido assim com ele, porque o considero um querido Amigo!

Amigos assim procuro conservá-los e agradecer a Ele por me ter concedido tais graças.

Fiquei muito feliz, aliás senti um momento feliz quando recebi a notícia do lançamento do seu primeiro livro de poesia “Ser Poeta” no dia 14 de Março!

A sua humildade e discrição vão ser premiadas e ao António o poeta desejo-lhe muito sucesso!

Ao António ser humano e meu Amigo que tenha muitas primaveras divinais com a sua companheira e o seu filho!

Saudações poéticas

Abração

José Manuel Brazão

Sonho



Sonho pela vida
que não tenho,
que procuro,
e que luto
neste silêncio
que me acompanha!

Sonho
com a família
dispersa, distante,
com a saudade constante,
de um homem
que disfarça ser feliz!
Que vive angustiado,
dando amor
aos que se lembram dele,
lhe aliviam a dor,
o acarinham, o admiram,
o amam,
fazendo esquecer,
as sombras da vida!

Sonho
com a felicidade,
que bate à porta
de cada um
e que um dia
encontrará
minha porta aberta,
para viver em paz
o resto do meu caminho!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Amor sem recuo


Abraço-te com fervor.
contemplo-te e sinto
cada vez mais amor!

Meus braços
aconchegam o teu corpo,
minhas mãos
acarinham-te,
mimam-te!

Dos teus olhos
correm lágrimas,
que recolho-as
p’ra minha memória.

Teus lábios ficam trémulos,
sorrimos, beijamo-nos,
continuamos abraçados,
como se fossemos
donos do tempo, da vida.

Os teus olhos
continuam brilhantes,
vejo-me neles…

Nossos lábios
voltam a beijar-se,
com volúpia,
com amor,
com ternura,
com loucura,
sentindo-nos partir
até ao tecto do amor!

Este amor não pára,
com momentos belos,
momentos felizes,
que ninguém nos roubará!

José Manuel Brazão

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Palavras (coitadas delas)




Palavras
muitas palavras!

Coitadas delas
que são usadas
como belas
para atrair,
como ruins
para trair!

Coitadas delas,
que são usadas
como meras palavras,
quando o seu uso,
será para educar,
denunciar
e até libertar!

Palavras
muitas palavras!

Coitadas delas,
que são usadas
e abusadas,
por quem pensa
que é
o que não é!

José Manuel Brazão

Palavras


Palavras
só palavras!

Tantas gastas
e pouco usadas.

Quando procuro
quem as disse
ou escreveu,
fico desiludido!

O poder da palavra
é infinito!

As palavras
estimulam
ou desmotivam.

As palavras
criam paz
ou convulsões.

As palavras
causam desavenças,
em vez de uniões …

As palavras
são um dom da natureza
para se conviver bem
com elas
e um elo de aproximidade
e de fraternidade …

José Manuel Brazão

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Entre a Terra e o Céu




Desde que partiste
para esse mundo mais feliz,
onde chegaste antes de mim,
o tempo da nossa separação
pareceu longo!

É momentâneo diante da Eternidade!

O amor que vai dentro de mim,
só demonstraria egoísmo
se não fosses libertado antes de mim,
deixando-te sujeito
às penas e sofrimentos da Vida!

Hoje
já aprendi a resignação,
pela tua Felicidade!

Contigo na Terra, não pensava assim!

Sabes quanto dupliquei a Ele
para me dar os teus sofrimentos

Não me atendeu…
Não tinha chegado o meu tempo!

Enquanto estiver
neste cativeiro terreno,
é doce e consolador
a certeza de não haver,
entre nós
mais do que um véu material,
que te esconde ao meu olhar;
a certeza que podes estar
aqui ao meu lado,
que não me esqueces,
como não te esqueço!

José Manuel Brazão

sábado, 21 de fevereiro de 2009

De mãos dadas


Passa o tempo
e nós
sempre juntos,
sempre unidos
para o bem,
e para o pior,
solidários, solitários …
Não te deixo,
não me deixas.
Nossos corações batem,
cada vez:
que penso em ti
e tu pensas em mim!
Estendemos as mãos
para nos aproximarmos.
Puxam nossos corpos,
mas não conseguem!
O nosso amor
é superior!
Estaremos Aqui ou Além,
como sempre
de mãos dadas!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Compreendes-me...




Pensas em mim,
sentes-me
e compreendes-me!

Teu olhar,
carinho, ternura,
guardo no meu coração!

Dia
em que não falemos,
não é dia!

Na nossa vida,
não existe noite (escuridão).
Apenas Luz,
muita Luz!

Quando não dormes,
eu acordo.
Quando estás triste,
sinto tristeza!
Quando estás alegre,
sinto muita alegria!

Quando dizes:
Amo-te,
sinto amor,
muito amor…

José Manuel Brazão

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Será preciso o caos?


Vivo em constante preocupação com o modo de estar entre as pessoas!
Por vezes não sou compreendido pela forma como trato o Amor!
Eu aprendi ao longo da vida que o Amor é um estado de alma, uma vida comportamental e que tem várias vertentes!
Existe o Amor raiz de todas as coisas: um gesto, uma palavra, uma ajuda.
Depois caminhamos para o amor físico: desejo e prazer, que é necessário
para a procriação e reorganização social deste planeta e ainda para dois seres
se complementarem na afectividade!
Não abordarei orientação sexual, porque não tem cabimento neste texto e nem o Autor gosta de escrever sobre matérias em que não está devidamente preparado. Pode ter a sua opinião, mas não basta!
Mas voltando ao Amor raiz de todas coisas verifico que foi preciso chegar aos das relações humanas para muitos de nós – e já são muitos mesmo - despertarem e analisarem que a mulher e o homem mão poderiam continuar indiferentes a valores supremos da Vida!
Assim espero que num próximo texto possa usar palavras mais optimistas e positivas!

Abraçarei sempre a Esperança!

José Manuel Brazão

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A amizade, um poema


A amizade,
é uma palavra
que nasceu com Luz,
para iluminar
os que acreditam
e a praticam!

A amizade
é uma palavra
para ser entendida
nos gestos,
nos sentimentos!

A amizade
é uma palavra
para ser vivida
com nobreza!

A amizade
reflecte beleza,
vestindo um poema!

José Manuel Brazão

Eu sei que estás aí...


Para mim comunicar é das coisas mais importantes na vida.

Pela troca de opiniões, pelo diálogo, pela transmissão do saber, conseguiremos evoluir e conquistar progresso para as nossas vidas. Ultrapassaremos barreiras difíceis e quantas vezes transformarão a utopia em realidade.

A comunicar encontraremos caminhos de esperança.

Se eu não comunicasse, tinha a sensação de não existir.

Na minha vida acontece que teimo na minha existência falando e escrevendo. Tenho amigos que nos vemos regularmente, outros que nos telefonamos quase diariamente e, uma outra amiga distante de Lisboa, que nos escrevemos frequentemente.

Há pouco tempo numa mensagem disse-me: posso ter o meu tempo muito ocupado mas “eu sei que estás aí...”.

Existem pessoas que passam na nossa vida e ficam gravadas na nossa existência.

José Manuel Brazão

A ti Vanda que disseste: “eu sei que estás aí...” e eu direi: “Teu Amigo, sempre!

Como nasceu uma Amizade










Da janela da minha casa: vejo Lisboa


Desta Janela
há trinta anos vejo Lisboa.

De manhã
vejo Sol a nascer,
vejo o Tejo a descer
de visita à sala da cidade.
Vejo as pessoas
irem para o trabalho,
vejo as crianças para a escola,
umas tristes,
por sono
e por vida pouco fácil,
outras alegres,
por impacientes,
para aprenderem o Futuro.
Vejo carros e mais carros.

De tarde
vejo as crianças voltarem,
umas tristes,
para a vida pouco fácil,
outras alegres,
para aprenderem o futuro,
mas só no dia seguinte.

De Noite
Vejo as pessoas voltarem,
do trabalho com ganha-pão,
sem trabalho com fome.
Umas
com vida difícil,
outras
fartas de viver.
Durante a noite
vejo silêncio,
vejo em lares muita paz,
vejo noutros muita guerra,
vejo o que vejo
e aquilo que não gostaria de ver.
Da janela da minha casa:
Vejo!

José Manuel Brazão



Re: Da janela da minha casa

Agradeço as palavras gentis e vale sempre a pena que aquilo que se escreve, entre no coração de alguém. Sirvo-me da palavra como VERDADE e não como arma! Descobri este lado criativo aos 56 anos e após 4 anos estou ainda em aprendizagem. Tenho muita sede de aprender mesmo aos 60 anos.

José Manuel Brazão

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Olá
Gostei muito deste teu poema. Nasci e cresci em Lisboa e agora que vivo mais distante quando li o teu poema revivi e senti saudades desse viver. Expressaste-o tal como eu o via. Fico à espera de novos olhares por Lisboa.
Obrigada.

Vanda Paz

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ilusão sim. Desilusão , definitivamente não!


Um dia
pediste-me um poema.
Tu sabes
que o poema que te dei
foi a minha amizade.
Não precisas de escrever todas as letras
para que te entenda.
Não necessito de falar a frase completa
para que me sintas.
Tenho-te num abraço sem fim.
Numa amizade duradoira e sincera.
Para quê pensar em desilusão
se tens o melhor dentro do coração?
Para quê desanimar
se tens o dom de amar?

Agarra-te à riqueza da vida que já viveste,
às magoas, porque não?
É sempre melhor que chegar ao fim e não sentir nada.

Enquanto estiveres aí, eu estou aqui…

Beijo desta amiga sincera

Vanda Paz

Desilusão II


Neste momento qualquer decisão está presa por um fio!

Estou habituado a actuar na minha Vida de forma transparente e de mãos limpas e naturalmente a própria consciência!

Não ando no mundo da poesia para acautelar interesses, promover a minha imagem, mas apenas e tão só porque necessito de escrever, conhecer pessoas e ter momentos felizes!

Durante algum tempo encontrei tudo isso no Luso-Poemas, mas estou a desiludir-me pela segunda vez e para mim já está a ultrapassar a normalidade!

E está presa por um fio, porque estou a ponderar serenamente, entre um grupo de pessoas que me acarinham – a quem muito devo – e outro grupo que simplesmente me esquece!

Podem dizer – mas não dizem, esquecem-me - que são muito meus amigos, que adoram o que escrevo, mas:

“ de frases bonitas estou bem carregado, mas então pratiquem essas frases”,
e na Vida aí reside a dificuldade!

Muitos e muitos Colegas sabem que não têm nada a ver com esta desilusão!
Tenho consciência e sei identificar no meu íntimo quem me leva a este desabafo que terá de se transformar em decisão: ou sim ou não!

José Manuel Brazão


Desilusão

Se tenho desilusão,
já tive ilusão!

Ilusão
como um homem
que se dá,
usa boa fé,
sorriem-lhe,
é bestial,
e outras coisas tal!

No fim
olho à minha volta;
uns tantos sinceros,
outros simpáticos,
e o resto:
indiferentes!

Que penso eu:
até ao fim da minha vida,
não mudarei,
serei sempre o mesmo,
com ilusões
ou desilusões!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Todo o tempo para amar-te


Todo o tempo
é tempo de amar-te!

O tempo
passa por nós
e neste amor fascinante,
não damos por ele!

Só nos lembramos
desta paixão ardente,
que nos une
num silêncio alucinante,
de loucura
por tanto amor!

Todo o tempo
é tempo de amar-te!

Entrego-te
o meu corpo, a minha alma
enquanto a minha vida
for tempo…

José Manuel Brazão

A noite


Olho o horizonte,
Vejo luzes,
gentes:
regressos a casa,
idas para farras.
Vejo passeios,
Gentes:
solidão,
sem ninguém,
com coração
para dar amor;
receber nada!
Nem compaixão,
nem interesse
pelo ser, seu irmão.
Vejo esperança,
de gentes:
diferentes …

José Manuel Brazão

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Da Paula: um beijinho muito grande


“Sabe, Zé? A Paula está neste momento ao meu lado, e está a mandar-lhe um beijinho muito grande.
Eu envio-lhe todo o meu carinho.
Obrigada, amigo!
Vóny Ferreira”



Quando li esta mensagem correu pela minha mente e pelo meu corpo uma sensação de alívio e de serenidade!

Paula

A vida é feita de encontros e desencontros. Muitas vezes passados anos ainda não descobrimos o nosso caminho mais correcto.

Eu penso já ter encontrado o meu rumo, mas não chega. É preciso percorrê-lo com persistência procurando superar os obstáculos que se nos deparam.

Aí reside o grande desafio da Vida!

Superar os obstáculos que são provas para a nossa evolução como seres na Terra!

Depois acreditarmos em nós para os nossos objectivos se concretizarem com mais facilidade!

Por fim: gostarmos de nós próprios para sabermos gostar dos outros!

Aí o meu coração entrega-se sem nada pedir!

Esta acção tem tido como reacção, o quê?

Na minha Vida hoje em dia tenho grandes familiares fora Família!

Paula

Um texto modesto feito com a voz do meu coração em que te peço que me aceites como um familiar fora da tua Família!

Retribuo-te o beijinho muito grande
e fica em Paz

José Manuel Brazão

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O teu mundo (da Poesia)


Conheci-te como visitante da minha página no Luso-Poemas e aí nasceu uma amizade que floresceu e se fortaleceu!

Com muita frequência mantemos contactos entre Lisboa-São Paulo-Lisboa.

Conhecemo-nos o suficiente para trocarmos opiniões e conselhos!

Frequentavas o Luso só para ler os textos dos Autores, mas dizias que “não te atrevias” a escrever!

Eu contrariava-te dizendo que tinhas de iniciar, tentar e depois vinha o resto!

Ontem para minha alegria apareceste em público com o teu primeiro poema. Um poema brilhante e de difícil criação, tratando-se de um texto descritivo de uma imagem do Frederico Salvo.

Agradou pelos comentários que já li e eu próprio não esquecerei este dia em que a luz do Sol foi toda tua!

Como teu Amigo e Colega estarei sempre ao teu lado!

Este mundo “O teu mundo ( da Poesia ) vai empolgar-te, motivar-te e sobretudo pôr-te de corpo e alma ao serviço das Letras e dos nossos leitores!

Muito sucesso, Márcia

José Manuel Brazão


(Dedicado à minha Amiga e Colega Márcia Oliveira)


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Saudade do teu olhar


O teu olhar
levou-me à paixão.
depois ao amor!

É um amor sem limites,
sem hesitação,
bebendo as tuas palavras,
a tua dedicação,
o teu amor em silêncio,
por vezes escondido,
outras vezes assumido!

Ninguém roubará
este amor que corre,
que se alimenta em nós!

Já não chega
a saudade do teu olhar;

O meu amor
pede
o teu corpo,
a tua alma!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Alegria: volta para mim!


A alegria
minha companheira
de tantos anos,
de repente
zangou-se comigo!

Não sei
o que lhe deu,
nem tão pouco
o que lhe fiz!

Não a estimei?
Talvez!

Cansei
de disfarçar,
muitos obstáculos,
ultrapassei!

O disfarce
desgastou-me
e as forças
foram gastas
e não recuperadas!

Não é tarde!

Saberei
procurá-la,
acarinhá-la
e trazê-la
de novo para mim!

Afinal,
quem estava zangado?

Eu…!

José Manuel Brazão

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cantinho da Poesia - A minha Gratidão


No início do ano 2006 entrei como autor no “Antigo Cantinho” (hoje Cantinho do Jota) e aí me lancei com os meus poemas e as minhas prosas no mundo da Net!

Nessa altura o nosso querido e saudoso João Almeida e presentemente o nosso Amigo Fernando Lima sempre usaram uma gentileza, que me levou a uma motivação que nunca imaginei, ter a repercussão alcançada!

Hoje em dia tenho dois blogues: “ No caminho das emoções” e Poesia com emoções” que são acompanhados no Brasil (em vários Estados) Argentina e ainda em Itália, Suíça, França e Espanha!

Publico ainda nos sites: Luso-Poemas, Escritores do Brasil e Brasil Poesias.

Para mim a palavra gratidão tem valor supremo e nada disto tinha acontecido, se eu não tivesse começado pelo nosso Cantinho!

Nunca abandonarei o Cantinho da Poesia como prova de gratidão e ainda bem que ainda estou, porque me sinto muito feliz de ser testemunha dos 1.000.000 de visitantes!

Contem comigo enquanto Deus Permitir!

Abraços poéticos aos nossos Visitantes;

Saudações poéticas para os nossos Colegas;

Muita Luz para o João Almeida

e

Um Abração para o Fernando Lima e sua Equipa.

José Manuel Brazão

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sementes do Amanhã


Vou caminhando e tendo a noção que já fiz muitos quilómetros de Vida; vou parando e descansando. Nesse descanso, reflicto sobre toda a experiência vivida!

Uma luta muito forte para obter os resultados que pretendia. Tive muitas ajudas não visíveis e uma força interior que Deus me deu - pela minha Fé e Esperança – que me fez chegar aos dias de hoje.

Em determinado ano resolvi – com mais tempo disponível – estudar sem compromisso os princípios da Filosofia e da Psicologia.

Estudar um pouco este Mundo: os Homens e as Mulheres!

Aí aprofundei-me na área relacionada com o Amor ao próximo. A minha forma de estar na Vida alterou-se acentuadamente.

Passei a dar grande relevo à Paz, à Harmonia e ao Amor!

Resultou na minha Vida? Na vida familiar, não! Na vida com os outros, sim!

Eu tenho o meu destino traçado. O passado não se apaga, mas o presente e o futuro já consigo entender melhor!

Em 2002 descobri em mim que escrevia umas coisas de Poesia. Mostrei a alguns Amigos uns poemas “tímidos” e logo reagiram, dizendo-me que continuasse, porque tinha em mim esse dom.

Continuei e hoje em dia já perdi a conta aos textos escritos!

Tudo isto para quê!

Para vos dizer que nos últimos anos encontrei muitos MOMENTOS FELIZES como nunca tinha experimentado em toda a minha Vida, excepto e naturalmente, com o nascimento dos meus Filhos e dos meus Netos!

Dirijo este texto a todos vós ligados à Poesia, porque são a minha Família de grandes momentos inesquecíveis!

Comecemos aqui a lançar as sementes do amanhã para Aqui ou Além nunca mais nos esquecermos uns dos outros, com Paz, Harmonia e Amor!

José Manuel Brazão

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Amar-te-ei para sempre!


Um amor assim,
vivido
e alimentado por mim,

de quem ama com alma!

Um amor
no tempo em silêncio,
na memória do tempo,
com lágrimas
guardadas na alma
e outras
escondidas na sombra da Lua!

No resto do meu caminho,
até final desta vivência,
amar-te-ei para sempre!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Rosas brancas


O meu jardim
já quase
não tem flores!

Duas rosas brancas
crescem para meu encanto
Preocupo-me
com o seu crescimento,
dou-lhes amor
como alimento!

Fiz crescer
três rosas amarelas;
uma,
todos os dias
me acompanha
e abre
suas pétalas de amor
e sempre virada para o Céu!

As outras
não me acompanham
no seu tratamento!
Estão recolhidas,
entristecidas,
por vezes,
envergonhadas!

Rosas amarelas
que cuidei
e cuidarei!

Ando por aí,
visitando
e apreciando
os jardins dos outros!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Flor do Amor!


Rosas,
sempre rosas!

Flor
que me acompanha:
branca,
vermelha ou amarela.
Flor da sedução:
vermelha
da paixão;
amarela
da saudade
e branca
da pureza!

Flor
que dou e recebo,
na doação de amor!

Flor dilecta
dos meus encantos,
flor predilecta
quando penso
na minha Neta
e nas outras crianças!

José Manuel Brazão

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Retorne a alegria


Estou cansado,
desiludido,
triste,
por vezes
atormentado!

Não quero;
procuro
vozes amigas
que alimentem a alma!

Ganho forças,
tento caminhar,
procurar
Luz,
muita Luz,
que me leve,
que me afaste
da escuridão,
da maldade
que me segue
e eu renego!

Abraço a esperança,
beijo a confiança,
limpo a lágrima
que lavou minha alma,
olho o Céu,
esperando a vinda,
de quem me dê a mão,
me liberte deste sufoco,
me retorne a alegria,
de uma Vida:
com Paz e Amor!


José Manuel Brazão

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Pombo com ternura e fome


Apetecia
neste dia,
um passeio até ao Tejo
e pelo Terreiro do Paço
andei a pé.
Parei no terminal,
observando
aquela sala gigante.
Parando
junto de mim
um pombo habitante
daquela sala,
que debicava, debicava
e nada encontrava!
Chamei por gestos;
junto de mim parou.
Por largo tempo
não me deixou!
E olhando
aquele pombo habitante
de penas azuladas
e iris avermelhadas,
cheio de fome e ternura,
deixando
as minhas mãos dar-lhe mimos,
sem voar revoltado;
apenas um pombo esfomeado.
Fiquei agradecido
por este novo amigo.
Lembrei-me das crianças
que nas mesmas condições,
ainda têm forças
para nos lançar olhares de ternura
aguardando que nossos corações,
se lembrem
que elas existem.
No meu regresso
e tendo como despedida
olhares de ternura,
ainda me disse:
“Quando voltares
a esta sala gigante,
cá estarei
e ficarei junto a ti,
para descansares
e veres que ainda existo;
como pombo e amigo”.

José Manuel Brazão