terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Existe um poeta jovem...



Existe um homem idoso,
pelo caminho percorrido,
cansado pela luta.
Por vezes divertido,
outras pesaroso.
Esperançoso
pelo dia de amanhã,
enfrentava teimoso,
o que a vida parecia negar.
Solitário nesta viagem,
procurava amizades
e sentia saudades,
dos fieis amigos.
Procuram-se!
Existem poucos,
mas o suficiente,
para a minha teimosia:
a Esperança!
Existe um poeta jovem,
que aprendeu
e continua a aprender
a vida sentida
e não pensada!
Escreve as palavras
com o poder da verdade;
com a cultura da vida.
Escreve as palavras
de coração aberto,
sendo mensageiro do alento
e do alimento da Alma.
Se conseguir:
não existe o homem idoso.
Continua a existir o poeta jovem.

José Manuel Brazão

Meu Pai distante!




Viveste tão perto de mim,
mas foste um pai distante!

Desde a minha juventude,
Senti essa atitude!

Parecias esconder o Amor,
ou não saberias,
Quanto eu precisava de ti?

Eras um pai respeitado
e amado.

Eu existia,
mas vivia angustiado,
sem saber
se era um filho amado!

Partiste!

Onde te encontras,
espera por mim,
porque já aprendeste,
o que é:
um filho pouco amado
ou um pai distante!

José Manuel Brazão

Ficou sempre comigo que meu Pai - na minha visão - era distante próximo! Guardava para si o Amor pelos filhos!
Outros tempos, outros relacionamentos!


Olhos de mel!



Quando te encontro,
deparo com teus olhos,
admiro-os, já lhes chamo:
olhos de mel.

Tu és ternura,
doçura,
que me fascina
em ti: mulher!

És doce comigo,
irradias alegria,
simpatia.

Sinto a tua amizade,
banhada
pelas tuas lágrimas
de mulher solidária,

Limpo as lágrimas,
olhas para mim:
não esquecerei
esses olhos de mel…

José Manuel Brazão

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Mãe, preciso tanto de ti!




Há tanto tempo,
que te vi partir
e naquele momento
dissemos adeus
com um “até sempre”!

Há tanto tempo,
que a espera
do “até sempre”
tarda!

Aflita
para que nada aconteça!
Feliz
pelo bom que me apareça!

Há tanto tempo
e os anos passam;

Mãe,
preciso tanto de ti!

José Manuel Brazão

Eu e Vida



Vivi
o que tive de viver!


compreendo a vida,
olhando para trás!


posso viver a vida,
olhando para a frente!

O passado
não se apaga,
o futuro
vou recomeçar!

José Manuel Brazão

Sereia do amor



Vejo o mar,
contemplo o horizonte,
penso na natureza,
como é bela a criação
de tudo o que vemos,
sentimos,
damos
e recebemos!

Vejo o mar
contemplo o seu vai-vem,
sinto o seu cheiro
que Inspira o poeta!

Vejo o mar
e penso na minha poesia;
encontro nesse mar
o motivo para um poema,
que me leva àquela mulher,
que será
como sereia do mar,
uma sereia do amor!

José Manuel Brazão

Esse amor!




Como sofres,
por esse amor…!

Será justo
amar-se sem limites,
longe,
longe desse dia…

Um dia radioso,
como mereces,
ou um dia
para continuar a esperança,
de um amor por viver,
mas para ser ardente,
caloroso, vibrante,
de braços abertos,
sorrindo
como grande amante
do teu destino,
na busca desse amor!

José Manuel Brazão

Espero-te !



Todos os dias,
espero-te.

Passam as horas,
parecem-me longas!
Depois chegas,
dizes-me “olá”,
dás-me um beijo
de amor
e de saudade.

Sentas-te no chão
e pousas a cabeça
nas minhas pernas;
pedes-me mimos
e eu dou!

Sou homem de paixão
que olha para ti
e emociono-me
pela beleza que mimo;
acaricio o teu corpo,
ficas serena,
olhas para mim
e vejo os teus olhos
brilhantes, húmidos
e com lágrimas.

Que tens?
Sorris e dizes-me:
São lágrimas de amor
e de alegria!

Também preciso de ti
e espero-te…
José Manuel Brazão

domingo, 22 de Novembro de 2009

Esqueço-me de mim!



Amo-te
como nunca amei.
Quando
penso ti,
perco-me no tempo
e esqueço-me de mim!

És tudo na minha vida,
sem ti,
fica um vazio,
a mente adormecida!

És o meu destino,
o meu anjo,
a sombra
que me acompanha
na vida
que eu quero de alegria,
libertando-me da tristeza.

Espero-te a qualquer tempo,
porque de ti não esqueço!

José Manuel Brazão

A Vida e o Amor



Nós,
que tantos poemas
escrevemos, contando
uma linda história,
de paixão e amor,
de encantamento,
por aquilo
que nossos corações
brotavam de emoções,
sentimentos fortes,
arrebatadores
que nós
de amor carecíamos,
como o Sol de cada dia!

Momentos inesquecíveis
dessas emoções,
que reflectimos em Poesia,
que agitaram corações
em cada um
que nos leram,
nos acarinharam
e deixaram
em nós
Poetas do Amor,
um vazio,
um silêncio,
uma saudade,
mas estas duas Almas
o tempo não apagará!

José Manuel Brazão