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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Tu já sabes

Tu já sabes
o que vai em mim,
no meu coração,
coração louco por ti,
que te ama sem limites!

Eu já sei
como olhas o mar
e o desejo dele trazer-te até mim!

Nós já sabemos
que este amor
veio para ficar
no cofre das nossas almas!



José Manuel Bazão

Alegra o meu coração

Andei triste,
nem a voz do coração
se ouvia,
nem o seu pulsar
sentia,
apenas
o eco das tuas palavras
parecendo sonhar!

Não era sonho
mas a vida girando
em nós girando,
num despertar do coração,
que me levava a ti
e olhava para as palavras
suadas de amor
e meus olhos
fixaram um verso:
alegra meu coração!

E o meu?
Continua chorando
de dor e sofrimento,
com lágrimas magoadas,
ensanguentadas
em lenta agonia!


José Manuel Brazão

A voz do meu silêncio é o meu grito de alma

A voz do meu  silêncio
é o meu grito de alma
vivendo cada dia
de mente serena,
sempre sorrindo
em cada olhar,
gesto,atitude,
calando injustiça,
perdoando aqui e ali
e assim neste calar
não firo minguém!
Deixo o tempo
ser tempo...

José Manuel Brazão


O SILÊNCIO É A GENTILEZA DO PERDÃO QUE SE CALA E ESPERA O TEMPO...
Autor não identificado

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Quando tudo realmente eiste...

Quando tudo realmente existe,
parecemos sonhar,
mas existem
esses momentos felizes,
indescritíveis para nós,
mas apenas nossos olhos alcançam
e jamais esqueceremos,
que sentimentos tão nobres,
como o amor, o respeito,
a humildade e a gratidão
se afastem de nós
e assim continuaremos
com convicção
a estrada da vida
-essa realmente existe-
da nossa vida!

José Manuel Brazão

Angústia de amor

Foi belo
o amor que te dei
e os momentos vividos,
que não se repetem,
apenas ficam
na memória do tempo!

Foi belo
aquele amanhecer
que gerou dentro de ti,
a paixão, o amor
nunca antes vivido
e que voou
pelo mar imenso
e nos juntou
num sentir
forte,
muito forte,
que parecia eterno!

Um eterno
enquanto durou…

... até anoitecer…

Ficam marcas
desta paixão,
deste amor original,
distante
que uniu corações
que só nós entendemos
e o destino...

José Manuel Brazão  

Sonhos meus


É bom sonhar...
E ficamos com a sensação
duma vida ideal,
mas no acordar
vimos o real e aí
só há um caminho:
coragem e superar,
recolhendo as pedras
que encontrámos
e ignorámos
que serão um monte de ilusões!

Caminho livre
e avançamos
renovando a Vida,
dos hábitos,
das atitudes
e até seleccionando
os Amigos
- aqueles da forma pura de amar –
e a Vida sorrirá,
o Sol abrirá
e a Lua contemplará!

Olhando para trás
veremos o tempo perdido
e aprendido,
mas saberemos
que todo o Tempo é tempo
de corrigir o que errámos
e ver como a Vida se tornou mais bela!

José Manuel Brazão

Cá dentro de mim...

Cá dentro de mim
há uma saudade no coração,
sai de mim
para estas palavras,
que criam uma paz
que desejo,
procuro e agarro
e jamais a perderei!

E neste silêncio
para além dos meus olhos,
existem os teus            
que me procuram
neste momento dificil
de encontros
e desencontros
que não desejamos,
num amor vivido,
mal entendido,
mas um dia
seremos felizes
no momento certo;
de ti sairás
e em mim ficarás!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sinto a leveza da tua alma

Sinto a leveza da tua alma
percorrer meu corpo
deixando em mim
a calmaria, a sensação
de paz interior
que me dá força necessária
para lutar contra os desvarios da vida
que me atormentam sem explicação.

Continua dentro de mim
numa vivência comum
de puro amor
dum amor sem limites!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Um coração sofrido de Poeta

Escreves o amor
com angústia,
até com súplica;
fico perturbado
nem sei explicar
se precisas de ajuda,
se queres viver assim?

O teu silêncio
aparece nas palavras como asas
como alma que quer liberdade
na busca da felicidade
que sejam momentos felizes,
apenas momentos,
porque pedes pouco à Vida,
mas abraçados
serei o rio em teus lábios!

José Manuel Brazão

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Estive tão perto do teu abraço

Estivemos tão perto
desse encontro, do teu abraço,
na entrega, na luta
dum amor sem igual!

O distante fez-se próximo
num querer e sentir,
o cheiro intenso e profundo,
o calor dos nossos corpos,
na delícia do prazer
sem limites ou tempo.
Fomos donos do nosso tempo!

José Manuel Brazão