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domingo, 7 de outubro de 2012

Não há vontade que se acabe


Vivo em ti
mesmo que a Vida
nem sempre esteja próxima!

No teu corpo escondes
o que te vai na alma,
amor cúmplice
e um coração
que vive junto do meu!

Corpos que se consolam
nos momentos só nossos,
que sonham com o belo da Vida,
com o momento certo
e seus corações clamam:
não há vontade que se acabe!

 José Manuel Brazão

Nosso sofrer pela distância


Se eu pudesse …
vestia o teu corpo
de rosas vermelhas!
Olhava-te,
seduzia-te …

Ao meu redor,
exalava do teu corpo,
o aroma das rosas.

Desse corpo
de incontida paixão,
tirei uma a uma,
cada rosa vermelha.

Teu corpo ficou belo,
muito belo …
sofri,
perante o meu oásis!!!

José Manuel Brazão

[....]

Cada rosa com que enfeitaste meu corpo
De botões desabrocharam-se em flor
E são milhares de botões
Caindo em pétalas de diversos matizes
Todos eles em tons de vermelho-paixão
Lembrando-me cheiros do nosso amor
Forte, intenso e lascivo
Eternizados na beleza e na cor
Comemos cada pedaço dessa maçã-do-amor
Reminiscências de cada momento vivido
E nosso sofrer pela distância
Torna-se belo e calmo
Diante da grandeza do oásis almejado.

Luciana Silveira


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Perdoa-me!


Perdoa
este amor assim!

Um amor
arrebatador,
sem limites,
mas querendo
teu corpo e tua alma!

Um amor
que sinto
sem saber explicar,
mas apenas viver
com ele e para ti!

Um amor
que morrerá comigo,
porque só eu o entendo,
só eu o sinto
e quero sofrer assim…

José Manuel Brazão

Saudade de amor



Saudade que me envolve
em todo o instante,
instala-se em minha alma,
parte meu coração,
suplicando momentos de paixão,
querendo reviver
tudo o que recebi
e não guardei!
Sinto saudades
do futuro que não tive...

José Manuel Brazão

Para além do meu viver


És o colo da minha vida
onde repouso meus dilemas,
em que confortas meus impulsos,
com afectos e carinhos
como só tu sabes dar
na tua entrega à Vida e a mim!

Em teu corpo sinto o abrigo
que preciso desse coração amigo.
o lar amado que desejo
para além do meu viver!

José Manuel Brazão

Amor para onde me levas?

Sigo
os caminhos da vida,
procuro
a tua imagem,
disperso
as minhas forças.
Sigo
o cheiro das tuas rosas
procuro
o teu sorriso,
disperso
a esperança.

Paro e penso:
amor, para onde me levas?
Talvez para junto do mar ...
minha menina do mar!

José Manuel Brazão 

O Poeta e as rosas

Lindo pomar de rosas
Que te dedicas a cuidar
Cuidas da terra com todo carinho
Com todo amor que em teu peito há.
Ah se estas mesmas rosas pudessem falar...
Diriam que por vezes choras
Ao contemplar o sol se ausentar.
Segredariam entre si as lágrimas que derramas
Revelariam a todos o nome da mulher que amas…
Mas as rosas não falam e tampouco sabem poetar
As rosas somente exalam
Suas tristezas
Suas alegrias.
Exalam sim
Por todo o lugar
O imenso e solitário amor
Que tentas ocultar.
Não seriam estas mesmas rosas
Oh poeta, a sua mais linda e singela inspiração?
Rosas geradas
Cultivadas
Com a mais bela poesia que injectas
No pomar do teu coração.

Nanda Costa


[....]

No jardim
do meu coração
vejo as rosas
que exalam amor!
Cuido delas
como se fossem crianças,
donzelas ou mulheres!
Logo pela manhã
sorriem
para cuidar delas:
ficarão viçosas,
generosas,
sedutoras
e carinhosas,
para o poeta
mais uma vez
se inspirar
na paixão,
no amor,
no romance
e no sonho!
Mais tarde
e na vida,
terei alegria
por praticarem
o que lhes ensinei
no jardim
do meu coração
e expresso
através da Poesia!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

No silêncio da noite


Vivo mais esta noite
num silêncio companheiro
esperando por mais um dia
em que me deixo levar pelo tempo.

Amanhã tudo será diferente
na esperança dum sorriso,
dum afecto, dum carinho,
que hoje me faltaram!

José Manuel Brazão

Minhas lágrimas


Não sei quantas já derramei,
nesta minha Vida
de Homem e Poeta,
mas todas foram sentidas
por alegria ou tristeza!

Lavaram minha Alma,
aqueceram meu coração,
enriqueceram o amor em mim!

Por muitos chorei
sentindo os seus sofrimentos,
as suas horas de desespero,
angústia, melancolia
e mais chorei
quando me sentia
impotente para ajudar!

Aí ficaram retidas
no meu amor em silêncio,
nesse silêncio interior,
que eleva a minha Alma!

José Manuel Brazão

Deixo o tempo...


Deixo o tempo
esquecer as mágoas que vivi,
os desenlaces que superei,
as lutas que travei.

Deixo o tempo
lembrar as alegrias que vivi,
as tristezas que superei
e este amor que sempre viverei!

Deixo o tempo
fazer-me acreditar
em tudo o que não vejo,
mas sinto...

José Manuel Brazão