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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Posso não ser ninguém no Mundo


Não sou ninguém no mundo,
neste mundo.
Mundo caduco e envelhecido,
para muitos, mais empobrecido
de valores morais.

Não sou ninguém no mundo,
neste mundo.
Para muitos, mundo enriquecido
de invejas, arrogâncias,
cobiças e intolerâncias;
falta de amor!
Sinto tanta dor
por esta forma de viver,
que antes morrer,
do que ser alguém neste mundo.

Sonho,
vivendo a esperança
dum mundo melhor:
de harmonia e paz.

Sinto,
que nos meus pensamentos
e nos meus sentimentos,
posso ser o mundo de alguém!

José Manuel Brazão


Zé, sempre poderemos ser o mundo de alguém... Às vezes não sabemos da nossa verdadeira importância. Mudar o mundo está difícil, mas podemos mudar, sempre. Mudando, cultivamos, apresentamos o melhor do que realmente somos. E quem sabe, alguém não muda junto conosco?
Graciele Gessner

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Amor solitário





Amo-te
solitário no meu viver!
Não importa se me amas,
se ainda me amas!

Amor
trás sofrimento,
não lamento.
Apenas relembro
para matar a saudade
da minha entrega
sem nada te pedir!

Apenas
sereno a alma,
de dar tudo
que existia em mim!

Paixão,
compreensão!

Que restou:
um corpo com
as marcas do amor
que levarão tempo
para desvanecerem…

O que ficará…
Um amor,
um grande amor,
que se tornou
num amor solitário!

José Manuel Brazão

Como um raio de Sol


Como um raio de sol
Foste o meu eterno aquecer,
O meu e único benquerer.

Como um raio de sol
Surgiste entre as colinas,
Para me deslumbrar, me amar;
Como ato de me refugiar.

Como um raio de sol
Vieste para me proteger.
Se necessário, me socorrer.

Como um raio de sol...
Nasceste para vir ao meu encontro.
É impossível evitar tal pensamento.

Graciele Gessner



[....]

Começo o dia
admirando a tua luz!

Vibro com a tua imagem,
que me ilumina e conforta,
para viver mais um dia
do resto da minha vida!

Aproximas-te,
sinto o teu calor
percorrer meu corpo!
Uma sensação agradável,
perturbante
e naquele instante
já não sei
se és o Sol,
se o meu amor!

José Manuel Brazão

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sorriso cansado

Pressinto e sinto que procuras confusa o teu caminho. Ias bem nele, mas de repente achaste que devias seguir por aquele atalho.

Pensavas que era a estrada do teu amor pela vida!

Após algum tempo percebeste que não era o caminho indicado. Tinha muitos obstáculos que se tornavam em contrariedades e em perigos …

Sentaste-te à beira do caminho e pensaste no passado recente.

Lembraste-te da tua gaivota amiga, que poisava sempre no teu ombro, aconselhando-te tudo de bom para ti.

Um dia lembraste-te de a desafiar, afastando-a, porque achavas que era melhor para ti. A gaivota ficou triste, não voltou a poisar no teu ombro!

Pensavas que ela só percebia de mar, mas ela já tinha voado muito na vida!

Ficou triste e, hoje, já pouco voa; apenas o bastante para ajudar outros que acreditam nela.

Notas a sua ausência e a necessidade de ajuda. Não te apetece sorrir como era costume.

Sentes o teu sorriso cansado!

Ganha forças porque os erros são lição de vida!

Não te agarres apenas aos papéis; agarra-te à Vida!

Com humildade em reconheceres que a vida ,nem sempre é alegria, hás-de voltar a sorrir e a a gaivota voltará a poisar no teu ombro!


José Manuel Brazão

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

NÓS

Não há vazios em nosso vocábulo.
Nem solidão.
Nem sós.
Apenas nós.
Nós atados em nós.
E se acaso não sou eu a imagem expressa
em carne e osso,
é meu, esse perfume que permeia o
ambiente e te enlaça o pescoço.
Sou eu a tocar de leve suas mãos.
Sou eu refletida nos olhos das outras.
Sou eu a chama que agora parece
derreter-te a alma.
E ainda quando a
dança eterna me conduzir
ao grande baile, ornada em rosas
vermelhas
e velas funestas,
não te assustes meu amor
serei eu, estilhaços de sonhos
fragmentados nessa lágrima
que teima em rolar e
morrer em seus lábios.
Sou eu em ti,
sem sós
só nós.

Sandra Freitas




[....]

Só tu
me provocas a ansiedade
de viver o amanhã!

Só tu
me encantas
na procura da felicidade
que não tinha!

Só tu
sentes a serenidade,
que procuravas!

Só tu e eu
temos
um amor  louco,
amor sem hesitação,
amor provocante
amor sem limites,
e amor sem recuo!

Só tu e eu
temos
o amor das nossas vidas!

José Manuel Brazão

Menino sem idade


Cada dia que passa
sinto a tua presença
cada vez mais
junto de mim,
através da tua alma,
onde recolhes
o menino sem idade,
que enfrenta este Mundo,
como um aprendiz
com a ânsia de descobrir
os mistérios da Vida!

Por isso me chamas
o menino sem idade,
porque percorri
a estrada da Vida
e pouco ou nada sei!

Aprendendo
aqui e ali,
com crianças,
jovens,
novos e velhos,
crentes na vida
com horizontes vastos,
com a tua sabedoria divina (LI)
que me façam reflectir,
corrigir
ou até renovar aquilo
que pensava estar bem
neste menino sem idade!

José Manuel Brazão

Poema baseado "no menino sem idade", que um dia a minha querida Amiga LI (Alice Barros) lembrou-se de me chamar com fundamento.





domingo, 3 de outubro de 2010

Por amor...


Por amor,
por tanto amor,
perco-me na Vida,
não sei quem sou,
não sei já
o que faço!

Por amor
dou-me todo:
sofro,
choro,
peço perdão,
Perdoo
e esqueço o mal!

Por amor
vivo e respiro
quem amo,
como nunca amei!

Destino?

Sim, destino intenso,
com pedras no caminho,
mas o amor
é assim:
não aparece
como um presente!

Conquista-se…!

José Manuel Brazão



sábado, 2 de outubro de 2010

Lágrima


Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por seres generosa,
uma pedra preciosa
a decorar o meu coração!

Quando penso
e penso em ti,
vem o sonho duma paixão,
sonhada, mas por viver!

Quando penso
e penso em ti,
vem a lágrima,
lágrima teimosa,
por ver
não estares ao pé de mim!

Apenas sonho
e vem a lágrima…

José Manuel Brazão

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amigos para sempre!



Amigos,
já não passo
sem vós!

Cada dia
quando acordo,
sorriu
porque vivo
e por ter amigos.

Grande família
Conquistada
- entre Amigos -
que me rodeia,
me conforta;
que me serena,
me dá forças,
acalenta
e me dá amor,
com seus gestos
e seus carinhos!

Que posso pedir mais?

Que Deus
me deixe continuar
o meu caminho,
sempre na companhia
do amor
e das amizades…

José Manuel Brazão

Já não estou aqui...



Parti
em busca do amor,
que me acalme,
me compreenda,
não me desiluda!

Não quero um amor,
mentiroso,
dividido, indeciso,
desgastante…

Quero um amor,
leal,
apaixonante,
de mãos dadas,
que acabe com
o sei que estás aí,
quando
já não estou aqui…

José Manuel Brazão