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sábado, 14 de agosto de 2010

Com a Poesia...


Com a poesia,
sinto alegria;
repousam os dilemas,
nascem os poemas.

Com a poesia,
param as angústias,
as tristezas,
as desilusões.
Com a poesia
nascem emoções,
mensagens de paz,
harmonia e amor.

Com a poesia
nasce a esperança
de viver
e de conhecer amigos,
amigos de verdade.
Com a poesia,
nasce a libertação,
a conversão
aos valores humanos.

Com a poesia
nasce um estilo,
uma forma de vida,
uma visão do mundo,
que leva o poeta
à descoberta:
da verdade,
da realidade,
sem palavra encoberta.

Com a poesia,
nasce a minha poesia…


José Manuel Brazão

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um amor assim... talvez pra amanhã!


Ficou o seu cheiro em mim
Ficaram anéis dos teus cabelos
enroscados nos meus dedos.
Ficou o gosto doce do beijo eternizado
ficou o calor do teu peito
impregnado em minhas mãos.
Ficou o gozo estancado,
o gemido guardado.
O que nunca houve
Ficaram as muitas promessas
Sonhos a dois
Noites de amor
Talvez pra amanhã
Quem sabe .. depois..

Sandra Freitas



[...]

No teu acordar
em cada amanhecer,
estou junto de ti!

Desejas sentir
que não te abandono
e eu não abandonarei!

Vivo
cada momento
da nossa vida
como se fosse o último!

Vives
cada momento
como o primeiro
de muitos que hão-de vir!

Que queres de mim?

Dizes-me
com palavras sentidas,
com a voz do teu coração:

apenas isto;
carinho,
compreensão,
amor
e amor!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Não sei para onde vou...


Não sei para onde vou!
Só sei
que seja um sítio,
com paz,
harmonia
e amor.

Que se acabe a dor
que trago dentro de mim,
que volte a alegria
e que deixe para trás,
as tristezas,
as angústias.

Que relembre:
os momentos bons
a quem dei amor,
em troca de nada.

Estar bem comigo
e com Ele …

José Manuel Brazão

* Após um longo caminho ainda me pergunto se estarei no caminho certo. *



[...]

Nunca sei para onde vou
Sei que tenho o caminho
Nada sei do fim
Sei que o caminho é longo
Do caminho que pisei
Sei das esperanças
Dos rios que limpei
De impurezas do tempo
Fiz pontes, atravessei
Para o outro lado
Os amores deixei
O Amor aprendi
Sei qual o caminho
Não sei o fim

Não quero o passado
Nem os momentos percorridos
São outros caminhos
Ser agora comigo
Em harmonia e amor
É estar com Ele
É estar com o mundo
É a alegria do agora
É este o caminho.

Manuela Silva

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Te deste!


Pareço sonhar
mas existes
no tempo que vivo.
Te desejo
no meu constante
pensamento
e tu negas
sem convicção
o querer, o desejar!

Sabes
que o teu sorriso
me aproximará
e esse momento,
momento de amor
não recuará...

... sorriste
e despojada de receios
te deste...

Teu corpo
pediu o meu percorrer
e senti tua pele sedosa,
húmida, Brilhando
Como o Sol reflecte no mar!

Minhas mãos e meus lábios
sentiste,
tuas ancas dançaram
teus braços
me envolveram
nossos corpos
não mais pararam...

Te deste,
sentiste
e amaste!

O prazer aconteceu
e teus olhos disseram:
jamais esquecerás
esse momento
da nossa entrega
na hora de amor
salgado
bem temperado
como convém...

José Manuel Brazão

Esperando por mim!



És a mulher
que me compreende,
tolera, serena
e pacifica minha alma!

No teu canto do silêncio,
preocupas-te comigo,
confortando
os meus anseios,
os meus desejos
de amar
de te amar,
mas por vezes perdidos
e agora reencontrados!

És a mulher
que me perdoas,
o desencontro com a vida,
seduzido por paixões
umas vezes levianas,
de puro prazer
e nada mais!

És a mulher
enfim;
que me deseja
no teu canto do silêncio,
vagueando pelo passado,
tão recente,
que eu ia perdendo,
se não fosses um anjo,
o anjo que um dia
me apareceu
em nome da Paz
E ficou pacientemente
Esperando por mim!

De braços alongados,
envolveste meu corpo
e disseste:

Sou eu
o amor da tua vida,
confiante
e esperando por ti!

José Manuel Brazão

Eu e a Márcia: fraternidade




Já passou muito tempo que conheci Márcia Oliveira (MÁ) como tantos outros no Mundo da Poesia.

Entre muitos ficam sempre aqueles que nós tratamos como irmãos!

Márcia é o expoente máximo de dedicação: não pode sentir-me com saúde mais frágil, nem pode sentir-me triste! Tem de mim uma imagem, que porventura não serei merecedor tanto assim!

Num dado momento escreveu no site literário Luso-Poemas o seguinte:

"Já tenho a certeza de que ele traz no seu coração toda a alegria de viver. Isso é contagiante. Distribui afecto com uma facilidade ímpar. O admiro por sua bondade, generosidade e pelo carinho que me dispensa.
Não sou ninguém para fazer o que vou te dizer, mas o farei em nome da gratidão e do carinho da nossa amizade....
Deus te proteja, te abençoe e ilumine os seus passos, as suas palavras e os seus actos.

Márcia Oliveira."


Estivémos algum tempo sem nos comunicar e comecei a preocupar-me como estaria a Márcia, que não respondia às minhas mensagens!

Recentemente soube por ela que esteve doente, bastante doente (as fotos que mostrou demonstram bem isso), mas não quis preocupar-me com a sua saúde e só agora quase restabelecida achou por bem dizer-me!

Fiquei sem palavras na hora, porque de facto uma Amiga estar em sofrimento e evitar que eu como seu Amigo sofresse com isso é um gesto tão nobre, que nem encontro adjectivos para qualificar!

Este é um bom exemplo da forma mais pura de amar: a Amizade de verdade, fraterna e leal!

Por tudo isto e porque há poucas horas estivémos em contacto, este texto é mais um caso de Vida, que me orgulho de escrever e divulgar!

Como escritor disponho-me sempre a escrever sobretudo das coisas bonitas que a Vida nos concede!

que Deus te acompanhe.
Um beijo com carinho do Brazinha

José Manuel Brazão

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os olhos do meu coração


O meu amor por ti
vem de longe,
num silêncio sereno,
de muita convicção,
só visto pelos meus olhos,
os olhos do meu coração!

Sabes desta paixão
que passou a amor,
quando senti
a tua dedicação,
admiração
por mim!

Tens o conforto
do meu pensamento em ti;
nessa hora desejas-me,
fixas a minha imagem,
sorris para ela,
apertas no teu peito,
sentindo o meu corpo
levar-te ao prazer!

Cai-te uma lágrima,
enfrentas a realidade,
de o amor nos aproximar
e o mar nos separar!

José Manuel Brazão

Como é possível?


Dois seres que se amaram e concluindo não alimentar mais esse amor, passaram a viver cada um as suas próprias vidas, esperando que o tempo se encarregasse de os aliviar dessa carga emocional e passassem a manter a forma mais pura de amar, isto é amigos entre si!

Ambos viveram momentos de se completarem; um sentia o outro como se estivessem juntos; as preocupações dum eram sentidas e vividas pelo outro; cada instante da Vida era dos dois como um só corpo e alma!

Pelo caminho apareceram os “corpos estranhos” que pretendem mexer no que está quieto. Não desejam que um homem e uma mulher vivam com paz, harmonia e amor. Tudo fazem em atitudes obscuras e mesmo vergonhosas tentar separar essas pessoas.

Se uma delas está numa fase de fragilidade, tudo se torna mais fácil para os intentos dos potenciais destruidores de almas e enfim: do amor vivido por eles.

Cada um vai para seu lado e pelo menos um deles não entende bem o que se passou.
O fragilizado fica propício a encontrar logo um motivo, mas que de facto não tem substância credível. Um amor dissolvido necessita de motivos e razões fortes, mas nunca um repentismo uni-lateral, que deixa o outro sem conhecer os factos!

Como é possível? Tudo isto é o reflexo da sociedade em que vivemos e na qual não há hipóteses das pessoas com formas de estar na vida ideais para um novo Mundo, uma nova Era de se justificarem e sensibilizarem os demais, que podem existir equívocos, erros e lembrar ainda, que devem existir valores como a compreensão, tolerância, atitudes e um Sol para todos.

Tudo isso se vai desgastando, perdendo e ficará omisso!

Assim se destroiem vidas com momentos felizes, que se tornarão irreparáveis. Histórias do quotidiano que provocam angústias, tristezas e desespero, contribuindo para uma vivência sem motivação onde a esperança, a solidariedade, a paz, a harmonia e o amor começam a ser palavras banais, vulgarizadas em vez de valores substantivos e doutrinais!

José Manuel Brazão

domingo, 8 de agosto de 2010

Um homem poeta da Vida


Um homem
com erros humanos,
mas sincero, honesto,
incompreendido,
por ser o que é,
negando
a imagem cómoda,
a vida “fácil”,
sempre
na busca
de ser quem é,
na busca
do bem,
dos momentos certos,
dos momentos felizes,
se os teve!

Um poeta,
poeta da vida,
em dias
nem sempre bem vividos,
criando
textos de encanto,
de amor, reflexões,
lavando
o corpo e alma
dos que o lêem,
tendo como reacções,
o carinho, o conforto,
a amizade,
um bem haja,
e até o amor fraterno,
neste mundo da Poesia!

José Manuel Brazão


sábado, 7 de agosto de 2010

Quando partires...


Queres partir,
mas dizes com nostalgia.
Uso o espanto,
provoco o silêncio.
Penso
e compreendo!
Esse não era o caminho;
outro haverá!
Procura e luta.
Nada acontece por magia,
a Luz virá:
... quando partires
deixa-me o teu rasto …


José Manuel Brazão