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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Eras a flor do meu poema


Eras a flor dos meus poemas
uma flor mulher
e sentia o teu desejo
reflectido em meus versos!

Passou o tempo
e vi-te estranha, triste,
pouco viçosa,
escondida da Vida,
sem quereres o Sol
e em mim ficou tristeza,
sentindo já não seres
a flor de minha inspiração!

Deixei de sentir o teu aroma
e ficaste no meu jardim,
junto das outras flores
entregues à natureza,
mas sempre cuidando de ti...!

José Manuel Brazão

Nostalgia


Cada dia que nasce
a nostalgia percorre
teu corpo e alma
e fica dentro do teu coração!

Vives com olhar distante
vindo até mim,
olhas-me em imagens,
nas palavras e pausas...

O olhar se aproximou,
beijas os poemas,
sentes o perfume romântico
de cada um
- viveste dentro deles –
queres evitar de reler e reviver,
mas não consegues,
a nostalgia vive em ti!

José Manuel Brazão


O silêncio em nós

O nosso silêncio
é uma constante
e por cada instante
avivam-se os pensamentos
perante os sentimentos
de amor e paixão
no teu e meu coração!

Nos desencantos da Vida
pensamos em nós
e aí a Vida se transforma
criando cor,
parecendo um arco-iris

só para nós, TU e EU!

José Manuel Brazão


Zé...
 Sempre o amor como pauta e a emoção como linhas que se preenchem e se transformam em versos que nos fazem sempre relê-los.
 Abraços*
Renato Baptista

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Nesta doce prisão


Voaste por aí
num desejo de libertação
do teu querer e sentir,
mas tanto procuraste
e não encontraste
o melhor para ti
ocupando o teu coração!

Agora de asas partidas
já não sabes como voltar
para o cativeiro do amor
onde te espero
nesta doce prisão!

Vem, vem até mim
neste céu gradeado!

José Manuel Brazão

Vem, não tarda doce Poeta!



Todos os dias te espero
para ouvir as tuas palavras,
ver o teu sorriso lindo
e ler os teus poemas de encanto!
Esta saudade demais
angustia as minhas palavras,
entristece minha alma,
minhas mãos hesitam,
não encontram as palavras
e o que será de mim
pobre poeta do  amanhã,
se não te vejo mais.
Vem, espero-te,
não tarda minha doce Poeta!

José Manuel Brazão

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quem é você?



Quem é você?
Que tira meu sono sem saber, que me atiça..
Me assanha, me devora..é por você que minha alma chama...
Quem é você?
Que nunca vi o rosto, mais a minha boca juro..
Sente seu gosto.
Quem é você?
Revele-se a mim..
És um anjo?
És um homem?
Ou és a vida que vive em mim?
QUEM É VOCÊ??

Nanda Costa


[....]

Sou
o que a vida me permitiu,
sou
o que na vida me sorriu,
me entristeceu,
me enlutou…

Sou
um amigo da paz,
da tolerância
e do Amor…

Sou
um amigo fiel,
sempre ao lado
dos fracos,
dos aflitos,
dos carentes.

Sou
um homem
que defende
a dignidade,
a honra
e a verdade!

Sou
o que outros pensarem,
mas, sou quem sou!

J
osé Manuel Brazão

Maria Valadas e Eu



És um Homem feito poema! 

Poesia,
fascínio e magia!

Como te adoro
e serás eterna,
no meu escrever
e no meu viver!

Poemas
que afastaram
os meus dilemas,
renovaram
a minha alma,
confirmaram
o meu amor
e já não passo
sem ti:
Poesia!

Neste amor
pelo mundo da Poesia,
sinto e dizem-me,
és um homem feito poema!

José Manuel Brazão

Dedicado em especial a Maria Valadas
que me chamou “És um homem feito poema”.


Para ti querida Maria pela nossa linda e forte Amizade.












Cartas de amor

Quis escrever uma carta de amor
Antecipado o acto com tremor
Inerente a esta vontade oprimente,
Tremi qual adolescente!
Não foi apenas uma…!
Redigir uma dezena de cartas de amor
Foi uma certeza atitude inconsciente.
Mas, eu escrevi as desditosas cartas!
Ai, que bem quisera não as ter enviado.
Aos seres, por mim respeitados
Certamente que teria evitado:
Mágoa, dor, mácula e maldizer
Não tenho absolvição na minha execução.
Mas, em contestação com o meu coração
Quisera ocultar aos sóis esta sensação
Que não conseguira camuflar em mim.
Desde os tempos da minha virgindade
Amei- o com genuína sinceridade.
Agora, somente resta aquela saudade
Do nosso palpitar de verdade
Do que foi meu e… seu.

Ergo os olhar para o céu
Peço perdão a quem sofreu
Com estas malditas cartas de amor.

Não me tenham algum rancor,
Ainda não as esqueci:
As minhas cartas de amor...

Maria Valadas


Sedentos


Não me deixas ficar mais assim...
Ansioso como estou
por te ter,
com o teu coração
explodindo desejo,
pelos meus versos
escorrendo amor
que percorrem
todos os pedaços
do teu corpo
da tua alma,
enfim …
com a tua vontade
de me querer agora,
Dou-te tudo …
o amor …
este amor louco,
que me provocas
com a tua sede de me beber!
Dou-te tudo …
o que me pedires,
até me sentir dentro de ti!

José Manuel Brazão


Serei assim até ao fim!


Nesta caminhada,
aprendi o bastante,
para nesta vida constante,
me entregar!

Errei.
muitas vezes
por imaturidade,
ignorância,
rebeldia,
mas nunca por saber tudo !

Procurei
compreensão,
tolerância, compaixão!
Pouco recebi…

Virei
a página da vida,
que me enganava,
me torturava,
sem saber o porquê?

Mudei
sinto-me bem comigo
e com os outros!.
Cada porta fechada,
agora está aberta!
Respiro
como nunca respirei!
Dou um sorriso
e recebo muitos!
Dou amor
recebo muito;
com carinho,
afecto, beijo,
sorriso e respeito!

Encontrei
o equilíbrio, a lucidez,
para me entregar
aos outros
que amam
ou que de mim precisam!
Dou
sem nada pedir!

José Manuel Brazão


Fugindo da verdade

Quando se vive num “mundo” de mentira em que se  oculta ou se mente cria-se uma bola de neve incontrolável!

Depois vive-se fugindo, fugindo apenas da verdade e a quem se mentiu!

O que pareceu agradável enganando os outros agora é um “inferno” em si própria!

A Vida é mesmo assim: “brinca-se” com os sentimentos dos outros e depois acontece, que somos cobrados e bem cobrados pelo que fizémos por maldade ou irreflectidamente!

E como escreve Graciele Gessner “ ... A distância da verdade pode até ser longa, mas em algum momento ela pode se aproximar ...” 
e é assim mesmo! 

A verdade aparece sempre!

José Manuel Brazão