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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Não afastes os teus olhos dos meus!


Quando te encontro,
deparo com teus olhos,
admiro-os, já lhes chamo:
olhos falantes.

Tu és ternura,
doçura,
que me fascina
em ti: mulher!

És doce comigo,
irradias alegria,
simpatia.

Sinto a tua amizade,
banhada
pelas tuas lágrimas
de mulher solidária,

Limpo as lágrimas,
olhas para mim:
não esquecerei
esses olhos falantes…

José Manuel Brazão



[...]


Pensei em fechar meus olhos para ti
mas como seria viver de olhos fechados ?..
Pra esse espelho que me reflete
e mostra minhas feridas lacônicas
minhas lagrimas salgadas...
com o mesmo sal que
um dia temperou
tanto amor...
o mesmo que estranhamente me umedece a
a alma...
e renova minhas lembranças de
que os olhos jamais se fecharão
para um sentimento tão puro,
nascido nas raízes
da cumplicidade e do afeto pleno
Enfim abro os olhos
e me vejo refletida
nos teus...

Sandra Freitas

Eu e a Vida


Vivi
o que tive de viver!


compreendo a vida,
olhando para trás!


posso viver a vida,
olhando para a frente!

O passado
não se apaga,
o futuro
vou recomeçar!

José Manuel Brazão

Como é bela a nossa Vida!


Como a Vida é bela,
quando nos juntamos:
o Sol brilha
e ficas uma princesa,
uma princesa do sol!

Os teus olhos brilham,
os lábios sorriem,
teus braços se alongam!

Vivemos paz de verdade,
agradecemos a Ele,
fortalecer esta Amizade,
com raízes de amor
que não nos abandona,
deixando em nós
a esperança
que o destino passa por nós!

José Manuel Brazão

domingo, 30 de maio de 2010

Te deste...


Pareço sonhar
mas existes
no tempo que vivo.
Te desejo
no meu constante
pensamento
e tu negas
sem convicção
o querer, o desejar!

Sabes
que o teu sorriso
me aproximará
e esse momento,
momento de amor
não recuará...

... sorriste
e despojada de receios
te deste...

Teu corpo
pediu o meu percorrer
e senti tua pele sedosa,
húmida, Brilhando
Como o Sol reflecte no mar!

Minhas mãos e meus lábios
sentiste,
tuas ancas dançaram
teus braços
me envolveram
nossos corpos
não mais pararam...

Te deste,
sentiste
e amaste!

O prazer aconteceu
e teus olhos disseram:
jamais esqueceres
esse momento
da nossa entrega
na hora de amor
salgado
bem temperado
como convém...

José Manuel Brazão

Estou vivo...


Como a vida me contempla!

Cada vez
te amo mais!

És o Sol,
o Céu, a Lua,
a natureza
no seu esplendor!

Um amor
que envolve minha Vida,
com alegrias
e tristezas
momentos felizes
e sorrisos
de paixão e amor,
com um coração que me diz:

estou vivo…
para continuar a amar-te!

José Manuel Brazão

sábado, 29 de maio de 2010

Da janela da minha casa: vejo Lisboa


Desta Janela
há trinta anos vejo Lisboa.

De manhã
vejo Sol a nascer,
vejo o Tejo a descer
de visita à sala da cidade.
Vejo as pessoas
irem para o trabalho,
vejo as crianças para a escola,
umas tristes,
por sono
e por vida pouco fácil,
outras alegres,
por impacientes,
para aprenderem o Futuro.
Vejo carros e mais carros.

De tarde
vejo as crianças voltarem,
umas tristes,
para a vida pouco fácil,
outras alegres,
para aprenderem o futuro,
mas só no dia seguinte.

De Noite
Vejo as pessoas voltarem,
do trabalho com ganha-pão,
sem trabalho com fome.
Umas
com vida difícil,
outras
fartas de viver.
Durante a noite
vejo silêncio,
vejo em lares muita paz,
vejo noutros muita guerra,
vejo o que vejo
e aquilo que não gostaria de ver.
Da janela da minha casa:
Vejo!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eu sonho...



Sonho pela vida
que não tenho,
que procuro,
e que luto
neste silêncio
que me acompanha!

Sonho
com a família
dispersa, distante,
com a saudade constante,
de um homem
que disfarça ser feliz!
Que vive angustiado,
dando amor
aos que se lembram dele,
lhe aliviam a dor,
o acarinham, o admiram,
o amam,
fazendo esquecer,
as sombras da vida!

Sonho
com a felicidade,
que bate à porta
de cada um
e que um dia
encontrará
minha porta aberta,
para viver em paz
o resto do meu caminho!

José Manuel Brazão


Sonhe!

Um presente meu:
Num momento de lazer
Apraz-me mergulhar nas palavras
Descobrir em cada uma delas
Um doce
Um amargo
Um frio
Um calor
Um sentido
Um no sense
Um lugar
Para ficar...
E repousar...
... até que a palavra
Me expulse
E eu consiga
Emergir
Viver
Sem pressa
Com tranquilidade
À espera da frase...


Isabel Montez

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O fracasso - Aquele sorriso



O fracasso

Admito, fui forte, até o dia que fui absorvida por um novo sentimento... Eu te queria tanto, mas você não correspondeu. Não me apaixonei por você, porém, aprendi a gostar de você. Acabei indo além, do gostar já estava a amá-lo. Amando sem saber ao certo qual direção tomar, sem saber as suas verdadeiras intenções.


Fracassei nesta relação casual, não consegui-me manter distante, simplesmente me envolvi. Não foi preciso se apaixonar, eu te amei. O fracasso de ter pensado que temos o poder de controlar os nossos sentimentos. Puro engano! O coração sempre acaba ganhando da razão, abrindo espaço para a emoção.

Graciele Gessner





Aquele sorriso

Aquele sorriso
pensava que fosse meu;
ela não mo deu,
mas ficou em mim.

Deu-me
o seu carinho,
a sua afeição,
que florescem
dia após dia,
com vidas,
que nos aproximam
e nos deixam felizes
com este viver!

Não recuaremos
e Continuaremos
este caminho
com a nossa convicção
e determinação!

Assim será!

José Manuel Brazão

Real


Suas palavras
ainda que poucas,
escassas,
proferidas
entre intermitentes pausas,
endossadas por longas
horas de silêncio,
trazem em si
um perfume
único,
mistura
de todos
os anos
que adormecemos
estrelas.
Anos sonhados
não concretizados...
mas tão reais
como a carne
e os ossos que sustentam
minha mão ao transcrever
essas míseras emoções...

Sandra Freitas




...

ofro,
sofro muito,
com este amor,
vivido
no meu silêncio!

Amo
como nunca amei...
Por me sentir só?
Não...
Porque não tenho a rosa,
a rosa vermelha!

Tantas rosas conheci
e só esta
eu admiro
e amo!

No silêncio,
sinto o seu aroma,
vejo a sua cor:
de vida ...
o seu olhar generoso:
mas que me dá
o afecto, o amor!

É bela a paixão,
mas tem dor,
aperta o meu coração!

Estou
neste amor
Vivido em silêncio...

José Manuel Brazão

terça-feira, 25 de maio de 2010

Momentos de amor...


Aspiro da noite o ar,
debruçada na janela da
minha alma ao avesso.
A brisa fresca traz-me seu cheiro.
Nele me embriago febril
Me ponho a dançar ensandecida.
Enquanto a luz da lua
evidencia em mim suas digitais,
que descem por meu ventre
inebriando meus desejos.
E ardo em sentidos crepidantes,
ao som da sua voz pelos ruídos
segredando-me indencência
ao pé do ouvido
e trêmula solto meu gemido.
Em brasas, solidão
não me quer mais.
E a escuridão já não me angustia
ao contrário me anuncia
que estás para chegar
corro ao meu armário embutido
rasgo todos os vestidos
e nua vou te esperar...

Sandra Freitas




...

Vida
muita vida,
no teu corpo!

Acordas
tanto para viver
alegrias
como tristezas!

O dia passa…
a tristeza da manhã,
foi-se…
a noite é de alegria
de luxúria,
gozo, muito gozo
e prazer sem fim!

És mesmo um vulcão!

José Manuel Brazão

Desilusão


Se tenho desilusão,
já tive ilusão!

Ilusão
como um homem
que se dá,
usa boa fé,
sorriem-lhe,
é bestial,
e outras coisas tal!

No fim
olho à minha volta;
uns tantos sinceros,
outros simpáticos,
e o resto:
indiferentes
que respeito,
apenas respeito!

Serei sempre o mesmo,
com ilusões
ou desilusões!

José Manuel Brazão

domingo, 23 de maio de 2010

Porque vivo em angústia?


Na sala de trabalho onde concentro o meu “mundo da criação de textos” muitas vezes dou comigo a reflectir com o que passa nos diferentes sectores da Vida: a ausência de paz, amor, tolerância, compreensão e tantos outros sentimentos…!

Fico triste, perplexo e chego à angústia!

Ao longo de muitos anos escrevia e usava palavras esperançosas, mas com tanto “caminhar” na minha vida já se me torna difícil de vestir as palavras de uma forma menos traumatizante e menos frustrante!

Sempre entendi que a minha missão de escritor seria a de levar até ao leitor temas de encanto, beleza, o amor verdadeiro e tudo o mais que após uma leitura a pessoa sentisse uma “terapia” para a sida diária!

Com a angústia que sinto no que vejo e ouço já tenho dificuldade de “despir o fato” do cidadão e ser um escritor “fechado” na sua missão de criador de ideias!

Tudo isto, porquê?

Pela tal angústia de ver um Mundo que não é o meu, mas que tenho de conviver com ele!

José Manuel Brazão

Tudo isto, porquê?

Pela tal angústia de ver um Mundo que não é o meu, mas que tenho de conviver com ele!


Neste final , você disse tudo do seu magnifico texto, mesmo assim não desista de escrever coisas bonitas, e felizes, pois a gente vive o que sente e escreve, e precisamos desta magia para seguir até ao fim do caminho, duma forma mais amena na vida,
PARABENS,
Efigênia Coutinho
in New York

sábado, 22 de maio de 2010

Casulo do amor!


És a borboleta,
borboleta da minha vida.

Voas,
vais voando,
procuras-me e
voltas sempre a mim,
que te espero
nesta ansiedade
aqui
no casulo do amor,
onde criamos
esta felicidade
de um amor sem fim:

a Butterfly e eu…




José Manuel Brazão

Anjo da noite


Apareces-me
como anjo da noite,
trazendo
teu beijo divino,
para o anjo lindo!

Conforto-me
com teu gesto de amor,
enviado de bem longe,
pelo teu coração,
como se estivesses
perto de mim!

E estamos!

Nesse momento,
percorremos a noite,
serenando
quem de nós precisa…

Regressamos
às nossas origens,
esperando pelo amanhã,
meu anjo da noite!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Vida é mesmo assim...


Viver

Existem momentos
de hesitações,
interrogações,
muitas interrogações!

Nem sempre
tenho resposta
ou solução!

Nem sempre
a voz do coração
me escuta
ou entende!

Aguardo
pelo amanhã,
com a esperança
que nem todos os dias
são iguais!

O ontem já esqueci,
o hoje estou a viver,
o amanhã está para nascer!



O Amor e o Destino

Ele e eu
sabemos quanto a amei!

Vivi
por ela e por eles,
mas a Vida
assim não quis!

Pensei em Amor,
mas não soube dar
ou não souberam receber!

Porquê?

Passo os dias
e as noites
nesta labuta com a minha mente!


Entrego-me
sem pedir nada,
apenas momentos,
que me confortem,
me sosseguem!

Uma vida percorrida,
com sofrimento,
com poucas alegrias,
com isolamento
e apenas
o Sol para me iluminar!



A minha vida anoitece

Sinto a nudez da noite,
que esfria a minha alma!

Sinto a noite perdida
entre sonhos
e imagens reais!

Sinto a noite esquecida
de outras noites belas,
de encanto, paixão,
amor,
muito amor!

Sinto a noite pervertida
causando dor
que mal aguento,
me entristece,
perdendo a alegria
que me fazia viver!

Sinto a noite
mais noite,
a minha vida anoitece…
… e não sei se amanhece!



Renascer

Nasci
para um caminho.

Cresci
a percorrê-lo
parando
aqui e acolá,
pensando
na linha da vida!

Vivi
entre hesitações,
sensações
e tentações!

Vivo
numa curva do caminho,
procurando meu destino,
sempre
com o olhar
em quem passa,
nos que vou conhecendo:
que me acarinham,
me sorriem
e nos que me amam!

Renascerei
para ser melhor,
do que fui ontem…



Amor da minha vida
Amo-te
como nunca amei!

O tempo passa
e no meu silêncio
amo a tua voz,
o teu pensamento,
o teu querer,
a tua paixão!

Vivemos
este amor ardente,
com admiração
um pelo outro,
com o desejo
de que o tempo pare
para nós saborearmos
este amor doce,
generoso
e carinhoso;
este amor único!

Seguiremos
nossos caminhos,
sempre unidos,
queridos,
como amantes
de uma só vida,
que nos uniu,
sorriu
e nos levará
até sempre,
ao pensamento
do meu e teu poema,
poema da minha vida,
da nossa vida!


José Manuel Brazão

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quando amanheceu dentro de ti!


Viste a minha imagem,
Que te pareceu;
a luz da tua vida!

O teu Sol raiou
e saíste da noite
de solidão sem fim!

Dias
e mais dias viriam,
sem entenderes,
que eu não era o Sol,
a luz, a esperança,
mas um homem,
apenas um homem
desta Vida,
que foi nossa vida,
enquanto durou!

Hoje só existe
o amanhecer de cada dia,
dentro de ti e de mim!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Reflexo de mim!


Pressinto e sinto
que ainda existe
em mim
muito amor para eu dar!

Nunca desistirei,
nunca,
até ao sorriso final
de ser um reflexo de mim
perante os que me amam!

José Manuel Brazão

Nossas asas!


Voamos
por esses céus sem fim,
passeando o nosso amor
sem destino...

Voamos
com a alegria que vivemos
por tu seres minha
e eu ser teu!

Voamos
com estas asas
feitas de amor,
que exalarão
o que vai em nosso coração!

Tu sorris
a felicidade conquistada
e eu
guardo em mim
mais um anjo do amor!

José Manuel Brazão

E o verbo que se faz carne... - Amor por ti



E o verbo se faz carne...

Faz seu estoque de versos
De palavras soltas,
pedaços de mim.
Come as sílabas que lhe dou
em meu prato de ilusões.
Sorve a canção que há nelas
em minha taça de sonhos.
Mas lembra-te que te alimentas de mim
Que serei o sangue em suas veias,
O ar em seus pulmões
Serei eu, os músculos contraídos e rijos,
O gosto salgado das suas lágrimas.
Serei eu cosmicamente infundida em suas células
a cada poema meu.
e quando olharem nos seus olhos
é a mim que verão
pulando, dançando, pulsando...

Sandra Freitas



Amor por ti

Amo-te
e sempre te amarei!

Somos
um para o outro!
Tu mulher de paixão
eu suando amor,
dá um grande amor!

Vivemos este amor
em nossos silêncios,
com sofrimentos,
com lutas interiores,
mas com corações
entregues a este amor,
arrebatador,
lindo e profundo!

Sofres muito
por mim!
Vês duas pombas a voar
e acenas para a favorita!

A da Paz!

Já poisou
muitas vezes no teu ombro
e tu choras
por tanto carinho
e por não a levares contigo!

Sabes
que ela voltará
todos os dias,
à mesma hora
e aparece a tua alegria
dum amor vivido,
conquistado!

Continuamos
os nossos silêncios,
sempre com saudade,
até ao momento
em que este amor,
será amor eterno …

José Manuel Brazão

terça-feira, 18 de maio de 2010

As palavras que te deixo!


Sinto tristeza
e amargura
nas tuas palavras
vividas e escritas!

Procuro o teu alívio
com o carinho
e a ternura das minhas,
que são sentidas também
por alguém
que viveu amargos de boca,
desilusões,
desenganos,
que sonhou uma vida
e quando despertou,
conheceu a palavra
destino!

Até então
caminhava
por caminhar,
mas sem saber
que era o seu destino!

Hoje
mais seguro de si,
não pode apagar
o passado vivido
e começará um novo fim
com tudo o que foi
lição de vida!

E agora
perante ti
estas são
as palavras que te deixo!

José Manuel Brazão

Vidas



A vida é como uma felicidade,
para ser merecida.
No João
a vida como um amor,
para ser desfrutado;
no Pedro
a vida como um desafio,
para ser enfrentado;
no Paulo
a vida como uma aventura,
para ser agarrada;
nos meus Netos
a vida como Vida,
para ser defendida!

José Manuel Brazão

Reencontro




Anseio pelo dia prometido
no tempo em que ainda éramos
brisa leve.
Anelo subir a montanha
Rumo a nossa casa branca,
de varanda para o sol..
Já sinto o cheiro da terra molhada
avisto os girassóis na janela
E nossos bichos correndo soltos pelo terreiro.
Subo cansada, já não tenho fôlego como no dia em que te prometi.
Meus ossos doem,
mas não me canso de subir.
Ouço o cantar das aves
celebrando minha chegada
Te avisto na entrada
E ando em tua direção
não preciso correr,
agora o tempo há de esperar
Vejo suas cãs esbranquiçadas
seu olhar turvo, como que me reconhecendo
Sim meu amor, sou eu..
Toque- me pra teres certeza.
Me aproximo e te abraço
Nosso abraço esperado
De tantos anos,
De tantas vidas,
De tantas eras,
Suas mãos deslizam em meu rosto
procurando aquela bela de outrora,
Descem por meu corpo envelhecido
tocam as marcas que o tempo deixou.
E beija cada uma com carinho.
Dentro delas nossas lembranças, nossos anseios
nossos desejos.
Veja meu amor, imagens da nossa história impressas nessas rugas.
Sinto o cheiro do café fresco.
Tomo-te pelo braço e adentramos a nossa casa.
O sol está indo devagar,
Um vento frio abraça nosso ninho,
Os anos cruéis se passaram
Mas ainda guardei um pouco de calor pra você
Venha que a vida acaba de começar...

Sandra de Freitas


Olhamo-nos
e não acredito
no que vejo!
O nosso reencontro!
O teu sorriso tocou-me,
relembrou o meu passado
fez brilhar o meu presente,
como um sol risonho!
Ouvimo-nos:
a tua voz
deixou-me em sonho!
Falei-te sobre a vida,
entendeste-me
e voaste por aí…
Não sabia o teu rumo
e com saudades fiquei.
A tristeza
invadiu meu corpo,
mas olhando o céu
a alegria
percorreu meu corpo,
voavas para junto de mim.
Não haverá mais reencontros!

Renasceram os encontros …

José Manuel Brazão

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mar imenso - Imensidão


Mar imenso

Olho para o mar,
perco o horizonte!

Mar imenso
que nos distancia,
mas não nos afasta!

Nosso amor
conhece o mar,
navega nele
todos os dias
da nossa vida!

Não haverá
naufrágio
e chegará a bonança,
as águas acalmarão,
e o meu coração,
liberto da tempestade,
esperará com esperança,
o dia
em que o mar imenso
nos aproximará,
para sempre,
para sempre, meu amor!

José Manuel Brazão



Imensidão


Olhando o mar me perdi
Diante de sua imensidão
Mais profundamente
Posso ver além
E me encontro em ti
Este mesmo mar que separa nos une
Salgadas e densas como ele
São minhas lágrimas de saudade
Mas nosso barco é leve e belo
E o nosso amor,
Ainda mais imenso que esse mar
Que apenas pensa nos separar.

Luciana Silveira

Meu coração é teu!




Não me dás teu coração,
nem um pedacinho sequer;
pensava que guardavas
o meu amor
num cantinho qualquer!

O meu coração
derrama lágrimas,
amor e quer
ser teu, só teu!

José Manuel Brazão


...

Da vida por certo
é doce este arranjo
que malgrada
não mereço
esse coração de anjo

São doces teus afetos
e aconchegantes carinhos
Não fie na tristeza de chorar assim sozinho.
No meu coração que bate
tens inteiro um cantinho...

rsrsr..bejinhos anjo meu...

Sandra Freitas

A Poesia é livre e podemos sorrir com as palavras!

Viver




Existem momentos
de hesitações,
interrogações,
muitas interrogações!

Nem sempre
tenho resposta
ou solução!

Nem sempre
a voz do coração
me escuta
ou entende!

Aguardo
pelo amanhã,
com a esperança
que nem todos os dias
são iguais!

O ontem já esqueci,
o hoje estou a viver,
o amanhã está para nascer!

José Manuel Brazão

sábado, 15 de maio de 2010

Sensibilidade



Nem todas as pessoas manifestam a sensibilidade tão objectivamente quanto se espera. Só aquelas que encontram ou descobrem em si, a criatividade artística, põem ao serviço do que escrevem, do que pintam, etc... esse potencial, esse dom.

Por essa razão, vivem um pouco solitárias, à espera da inspiração sensata e verdadeira, que transmitem por palavras, com o único objectivo de divulgarem ideias, alertas e muitas vezes denunciarem o caos, as assimetrias, as desigualdades, os direitos humanos, mas também divulgarem, a paz, a harmonia e o amor.

Os que escrevemos, somos pessoas vulgares, mas com a sensibilidade muito afinada, o que leva muitos dos que nos conhecem ou nos rodeiam, a não compreenderem a nossa forma de estar na vida . Pela minha parte, sou ajudado nessa matéria por duas amigas: uma de longa data e outra que conheci através do Cantinho da Poesia e passámos a ter uma lindíssima amizade, cheia de emoções e de mútua compreensão Para se escrever é necessário viver bem com os nossos sentimentos. Ela já conhece tudo o que escrevi e, portanto, conhece bem o que sou e, porque sou.

Procuro transmitir aos leitores tudo aquilo que não vivo em plenitude, mas que gostaria de ser um bom mensageiro para os outros.

A minha amiga escreve lindamente, sobretudo, com refinada inteligência, efeito próprio da sua forte sensibilidade.

Já vivi muitos anos nesta minha passagem pela vida, mas não me canso de melhorar o produto final do meu trabalho .

Escrever, é uma forma de generosidade e, sobre esse aspecto dar-me-ei todo, enquanto as faculdades mentais mo permitirem.

José Manuel Brazão

No jardim do meu coração












No jardim
do meu coração
vejo as rosas
que exalam amor!

Cuido delas
como se fossem crianças,
donzelas ou mulheres!

Logo pela manhã
sorriem
para cuidar delas:
ficarão viçosas,
generosas,
sedutoras
e carinhosas,
para o poeta
mais uma vez
se inspirar
na paixão,
no amor,
no romance
e no sonho!

Mais tarde
e na vida,
terei alegria
por praticarem
o que lhes ensinei
no jardim
do meu coração
e expresso
através da Poesia!

José Manuel Brazão

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma pintura em poema


Logo que te vi,
tua beleza
distinta, rara,
me fez pensar:
daria um belo quadro!

Não sou pintor,
mas escrevo poemas,
afastei dilemas
para admirar
esta mulher em Poesia!

De sorriso franco,
sincero,
corpo esbelto,
ela me encantou
com as suas palavras;
ouvi a sua sinceridade,
Generosidade
e a beleza para o quadro
fui esboçando!

Ela olhou para mim
e disse:
és mesmo poeta do amor!

Olhei-a:
sou poeta com amor
e este quadro-poema,
será com amor,
por amor!

Deste-me
o primeiro beijo,
por gratidão,
vendo em mim,
uma lágrima de emoção!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dor/mente - Porque não vives?


Dor/mente

A tristeza desfolha-me lentamente.
Cada canto latejando
Lágrimas em soluços.
Choro estancado
as pressas.
Lâmina rasgando
em postas.
Coração sem respostas.
Nefastos,
pedaços
caindo ao chão.
Papel e palavras
me ascultam...
Sílabas recolhem meu silêncio.
Poemas me olham receosos..
Hoje não versos de sonhos,
Ilusórias imagens de amor.
Nem ensejos, nem desejos.
Olhos marejados
água salgada,
face em rubor.
Hoje apenas dor
Pungente
Latente
Dor/mente.

Sandra Freitas



Porque não vives?

Mulher sorridente,
doce,
de amor ardente,
porque não vives?

Tens medos,
hesitações;
agarrada ao passado,
que já passou!

No presente
liberta as amarras
que trazes contigo
e dá-te à Vida!

Mostra
que tens muito amor
para dar
e queres receber
de quem te compreenda
e te ame!

Mostra
que não queres o Outono
na tua vida
e esperas florescer
com uma primavera
de muita flor,
de muito encanto!

Mostra
que queres viver…

José Manuel Brazão

Não somente isso... - O Amor é assim...



Não somente isso...

As palavras ditas, muitas vezes escritas, proferidas ao vento chegam assustar. O que poderia esperar? Pensar que era apenas mais uma aventura, tirando proveito do corpo, do momento. Ou então, assumir que o amor te flechou é realmente difícil. É claro que o ato do amor é ótimo. Penso até que seja uma necessidade do corpo e a tranquilidade para a alma. Mas onde fica o coração? O coração precisa do amor. Não somente isso, mas além do contato físico, há de existir lá no fundinho algum sentimento.

Graciele Gessner


O amor é assim…

Seguia o meu caminho,
sem destino,
mas pensando
na Luz que me guiasse!

Enquanto não apareceu
fui andando,
andando…

Parava
e olhava
e pensava
no caminho
percorrido na Vida,
nesta Vida!

Surgiu grande “pedra”
em forma de Mulher!

Fez-me parar!
Parecia
não me deixar,
nem me afastar
ou continuar!

Que desejaria ela?

Que queres “pedra”?
Porque me barras o caminho,
que desejo seguir!

Amor:
este é o encontro
do desencontro!
O Amor é assim…

Lembrou-me
o passado
que eu conhecia
e que ela viveu!

Fiquei junto dela,
recordando
o que a Vida nos dá
e que distraídos,
não compreendemos,
não agarramos,
não fortalecemos!

Mas o amor é assim…
Cega-nos
e só voltamos a ver
com a tal Luz,
quando se dá:
o encontro
do desencontro!

José Manuel Brazão

Doce espera - A espera


Doce espera

Olho ao meu redor
Vejo poesia no sol, na lua
E nas lágrimas da chuva na janela
Que acompanham minha constante espera
Em minha mente, você, doce quimera

Fecho os olhos
Penso em teu abraço envolvente
Sedento ( ambos)
Num lampejo de um distante-caloroso
Coro ( rubras faces)
Imagino teus lábios nos meus
Famintos ( duplo instinto)
Nossa pressa e calma
Sinto ( arrepios na alma)

Em minha vida complexa
Tua ausência é prenúncio
Das almejadas horas vindouras
Onde só há completude
Nossa maior virtude.

Luciana Silveira



A espera…

Espero,
espero sempre
que chegues,
com o teu sorriso
e com as palavras:
oi, amor!

Daí,
trocamos muitas palavras,
com afectos, carinhos,
vividos,
sentidos
e amados!

Cada dia
nosso amor
cria
uma eterna paixão,
que o tempo não pára,
e nós também não…

José Manuel Brazão

Flor do Amor



Rosas,
sempre rosas!

Flor
que me acompanha:
branca,
vermelha ou amarela.

Flor da sedução:
vermelha
da paixão;
amarela
da saudade
e branca
da pureza!

Flor
que dou e recebo,
na doação de amor!

Flor dilecta
dos meus encantos,
flor predilecta
quando penso
na minha Neta
e nas outras crianças!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Nostalgia - Os poemas que te fiz


Nostalgia

Sim,
Há muito não escrevo pra ti.
Mas as ondas que se quebram
em minha pele
são maiores.
E me impulsionam
a abrir a chancela das palavras.
Todos os meus poros
suplicam por seu calor,
Por seu abraço.
É um querer mais que a mera união de dois corpos sedentos.
É a união de duas almas famintas,
por um desejo perdido no tempo,
Perdido no espaço.
Roubado por uma estrela cadente.
Um desejo que
talvez jamais se concretize.
(Não nessas órbitas reais.)
Então me restam os sonhos.
Assim não desfaleço,
e rego a secura das minhas entranhas,
que aguardam desde sempre
pelo selo do teu amor.

Sandra Freitas



Os poemas que te fiz!

Foram tantos
e tantos poemas,
poemas de amor
que te fiz!

Tu e eu
nascemos para a Poesia,
para encantar os outros,
alimentando as suas almas!

Quantas vezes
sofríamos nas nossas Vidas
e a inspiração,
superava tudo isso!

Os poemas que te fiz,
sentidos pela voz do coração,
derramaram amor,
muito amor,
que te comoveram
e davam forças
para sair de ti
Um outro poema,
suave,
expressivo,
emocionante,
iluminando
quem o lesse!

Dos poemas que te fiz,
ficam os sentimentos,
nas palavras
que o Poeta não renega
e guarda em seu coração!

José Manuel Brazão

Eu sonho...



Sonho pela vida
que não tenho,
que procuro,
e que luto
neste silêncio
que me acompanha!

Sonho
com a família
dispersa, distante,
com a saudade constante,
de um homem
que disfarça ser feliz!
Que vive angustiado,
dando amor
aos que se lembram dele,
lhe aliviam a dor,
o acarinham, o admiram,
o amam,
fazendo esquecer,
as sombras da vida!

Sonho
com a felicidade,
que bate à porta
de cada um
e que um dia
encontrará
minha porta aberta,
para viver em paz
o resto do meu caminho!

José Manuel Brazão

terça-feira, 11 de maio de 2010

Sou quem sou!




Sou
o que a vida me permitiu,
sou
o que na vida me sorriu,
me entristeceu,
me enlutou…

Sou
um amigo da paz,
da tolerância
e do Amor…

Sou
um amigo fiel,
sempre ao lado
dos fracos,
dos aflitos,
dos carentes.

Sou
um homem
que defende
a dignidade,
a honra
e a verdade!

Sou
o que outros pensarem,
mas, sou quem sou!



José Manuel Brazão

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Um irmão...


Quando te leio
sinto nas tuas palavras
o amor e a saudade
dum irmão que partiu...
Reacendes-me em mim
essa chama
de sentimentos profundos
pelo meu irmão que partiu (recente)
e fico em pensamento por ambos;
o teu irmão
e o meu irmão!

Mas vivo sereno
nesta ausência-presença,
por aquilo
que foram na vida terrena
e agora
vivem como Almas iluminadas
recebendo Tu e Eu
essa Luz divina!




José Manuel Brazão

* Dedico à minha Amiga e Colega Marcia Grossi *

Olhos do meu coração


O meu amor por ti
vem de longe,
num silêncio sereno,
de muita convicção,
só visto pelos meus olhos,
os olhos do meu coração!

Sabes desta paixão
que passou a amor,
quando senti
a tua dedicação,
admiração
por mim!

Tens o conforto
do meu pensamento em ti;
nessa hora desejas-me,
fixas a minha imagem,
sorris para ela,
apertas no teu peito,
sentindo o meu corpo
levar-te ao prazer!

Cai-te uma lágrima,
enfrentas a realidade,
de o amor nos aproximar
e o mar nos separar!

José Manuel Brazão

Poeta e Coração Poeta



Poeta

Trazes a poesia enraizada
em terra de palavras,
regada de sentimentos
e ansiosa de musas inspiradoras
que te alimentam o ego
e te fazem forte como árvore
que não verga com os ventos.

Mas as lágrimas
são a poção mágica
de tudo o que é mais belo.

E o sorriso
o barco que te leva
o poema à volta do mundo.





Vanda Paz




Coração poeta

Vives, escreves,
usas as palavras,
sempre,
sempre com o coração!
Mulher de paixão,
sonhas a vida,
com magia, alegria,
sempre com o coração!
Amas
o som dos pássaros,
amas
o som do mar,
envolves-te com as ondas,
abraça-las com amor.
Amas
o horizonte,
as pessoas …
Acaba o sonho!
Vem a ilusão …
Viverás
sempre com o coração;
coração poeta …

José Manuel Brazão

Eu e a minha querida Amiga Vanda Paz sempre unidos na Vida e na Poesia pela primeira vez numa dupla de poemas.

domingo, 9 de maio de 2010

Dias melhores virão!


Olho-te
fascionado
com as tuas palavras,
com sorrisos
e lágrimas…

Sinto-te
mulher de luta,
mas,
sempre um mas,
no tempo,
nos dias não são iguais,
e tu
nuns sentes-te só
e correm imagens mentais,
passam por ti
pessoas e páras em mim:

Sorris, choras,
vês meus abraços abertos,
vens para mim,
abraço forte,
olhamo-nos,
beijamo-nos,

E digo-te
olhos nos olhos:
“dias melhores virão…”.

José Manuel Brazão

Por ti e para ti


Calor humano



De facto, pensamos no nosso conforto e alheamo-nos do que se passa com os fragilizados, os desamparados ...!

Pela minha parte sempre me preocupei com os que estão pior do que eu. Aprendi com o escritor brasileiro Paulo Coelho o simbolismo e a força que dá à palavra guerreiro .

Existem poucos guerreiros interessados em mudar as coisas. Mas com a persistência os poucos passarão a muitos, para as novas gerações testemunharem um mundo melhor que não envergonhe as actuais da herança que vão deixar.

Continuando o meu caminho serei um guerreiro com a atitude e a palavra, envolvidas por convicção .

José Manuel Brazão

sábado, 8 de maio de 2010

Olhos de mel


Quando te encontro,
deparo com teus olhos,
admiro-os, já lhes chamo:
olhos de mel.

Tu és ternura,
doçura,
que me fascina
em ti: mulher!

És doce comigo,
irradias alegria,
simpatia.

Sinto a tua amizade,
banhada
pelas tuas lágrimas
de mulher solidária,

Limpo as lágrimas,
olhas para mim:
não esquecerei
esses olhos de mel…

José Manuel Brazão

Vida sonhada



Sonhas,
sonhas perdidamente,
a vida que querias,
mas não tens!

Olhas o passado
e recordas
as promessas da vida.

Olha em frente,
agarra a esperança,
com o coração,
com a convicção
de que o sonho
há-de ser realidade.

Um dia a Luz virá,
o teu sorriso lindo,
retornará;
e a vida sonhada,
será,
vida para amar …

José Manuel Brazão

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Psicologo da Alma


Certamente não serei! Donde nasceu este título!

Uma vez em conversa com a minha querida Amiga a poeta Luciana Silveira, ela disse-me: por tudo o que escreves és um Psicologo da Alma! Sorri porque nunca ninguém se tinha lembrado de me chamar isso. No entanto Luciana é Psicologa e como conhece a larga maioria dos meus textos na sua visão também de Poeta achou que me devia considerar assim.

Eu entendo que existe aqui gentileza e carinho da parte dela, mas todo o meu trabalho é baseado em casos da Vida de cada um de nós, escrito duma forma muito simples e apenas com momentos de emoções, reflexões, amor e amor incondicional!

Estudei de facto Psicologia e Filosofia, mas se na Poesia conseguir que os meus leitores se sintam serenos e se revejam nos textos, tudo bem; aceitarei esse nome como um dever cumprido de Escritor!

José Manuel Brazão

Renascer


Nasci
para um caminho.

Cresci
a percorrê-lo
parando
aqui e acolá,
pensando
na linha da vida!

Vivi
entre hesitações,
sensações
e tentações!

Vivo
numa curva do caminho,
procurando meu destino,
sempre
com o olhar
em quem passa,
nos que vou conhecendo:
que me acarinham,
me sorriem
e nos que me amam!

Renascerei
para ser melhor,
do que fui ontem…

José Manuel Brazão

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Como um girassol


Procuro a luz
como um girassol.

Procuro a luz
que brilha o meu coração!
Parece distante,
mas está próxima...

Como um pássaro,
procuro-a:
Está dormindo,
sonhando com o mar...
O mar que a fascina,
onde tantas ondas,
deram em poemas...

Conheço esse mar
e envolvo-me
com as suas ondas;
regresso
para mais um poema:
não com rosas,
mas com girassóis!

José Manuel Brazão

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Esse Amor...!


Como sofres,
por esse amor…!

Será justo
amar-se sem limites,
longe,
longe desse dia…

Um dia radioso,
como mereces,
ou um dia
para continuar a esperança,
de um amor por viver,
mas para ser ardente,
caloroso, vibrante,
de braços abertos,
sorrindo
como grande amante
do teu destino,
na busca desse amor!

José Manuel Brazão